Cirurgia de Cabeça e Pescoço

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Avaliação dos nódulos de tireoide

KKKKKKKK TESTE

Diante de um achado de um nódulo em tireoide, diagnosticado por palpação do pescoço ou ultrassonografia (USG) de rotina, o paciente deverá procurar um especialista nas doenças desta glândula. Atualmente, a maioria dos nódulos tireoideanos que recebemos em nossa clínica são aqueles diagnosticados casualmente em um USG de tireoide de rotina. Em geral estes nódulos são pequenos, não palpáveis no exame físico do paciente.
Após avaliar o paciente a procura de sinais e sintomas de hiper ou hipotireoidismo, que normalmente não estão presentes, e examinar o paciente, recomenda-se como primeira medida a realização de uma USG com doppler colorido. Neste exame serão avaliados as características do nódulo como tamanho, se é sólido, cístico ou misto, sua ecogenicidade (espécie de tonalidade de cinza que o nódulo apresenta no USG em relação à tonalidade de cinza característica do tecido tireoideano vizinho), se suas bordas são bem delimitadas ou não, seu padrão de vascularização e se possui microcalcificações.

Nódulos sólidos ou mistos, hipoecogênicos em relação ao restante do parênquima (aparecem no USG em uma tonalidade de cinza mais clara que o resto da glândula tireoide), com bordas irregulares, com vascularização central predominante e com microcalcificações são altamente suspeitos para malignidade e devem ser submetidos a punção biópsia por agulha fina (PAAF). Ao contrário nódulos císticos ou mistos, pouco vascularizados, com bordas bem delimitadas e sem microcalcificações, em geral podem ser observados com consultas e USG periódicos.

  • Atualmente a PAAF segue a classificação de Bethesda:
  • Bethesda I: material insuficiente
  • Bethesda II: benigno
  • Bethesda III: atipia de significado indeterminado (pode ser benigno ou maligno, em geral risco de malignidade de até 15%)
  • Bethesda IV: suspeito para neoplasia folicular (pode ser benigno ou maligno, em geral risco de malignidade de até 30%)
  • Bethesda V: suspeito para carcinoma (chance de ser realmente maligno excede 90%)
  • Bethesda VI: compatível com carcinoma (chance de ser realmente maligno praticamente 100%).

Além do USG com doppler e da PAAF, devem ser solicitados o perfil hormonal da tireoide (TSH e T4 livre), que em geral está normal (mesmo na presença de tumores malignos, os valores desses hormônios no sangue não costuma estar alterado); e anticorpos anti-tireoideanos (anti-tireoglobulina e anti-peroxidase) que podem estar elevados nas tireoidites auto-imunes. Em caso de hipertireoidismo (TSH baixo e T4livre elevado) deve ser pedido o Trab (anticorpo anti receptor de TSH) e eventualmente a cintilografia da tireoide com I131 deva ser solicitada para o diagnóstico diferencial entre um bócio difuso tóxico com nódulos (Doença de Graves com nódulos), bócio difuso tóxico autônomo (doença de Plummer) e bócio multinodular tóxico não autônomo.

Para nódulos muito volumosos, pode ser solicitado o RX de coluna aérea cervical ou tomografia de pescoço e tórax para evidenciar compressões sobre a traquéia e extensões do nódulo para o tórax. As indicações de cirurgia sobre a tireoide (suspeita de câncer, sintomas compressivos locais, hipertireoidismo, bócio mergulhante e estética) dependerão da correta avaliação do nódulo tireoideano pelo especialista, seu sintomas e riscos futuros que sua presença representam para a boa saúde do paciente.

Especialidades

  • Doenças da glândula tireoide
  • Tumores de Laringe, Faringe e Cavidade Oral
  • Doenças das Paratireoides
  • Anomalias congênitas cervicais
  • Doenças das Glândulas Salivares
  • Tumores dos Seios Nasais e Paranasais

Especialistas

Dr. Fábio Roberto Pinto
CRM: 84290

Dr. Alexandre Bezerra dos Santos
CRM: 87051

Dra. Karin Akamine
CRM: 149775-SP

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